quarta-feira, 17 de abril de 2013

O poder da história


Neste espaço você vai encontrar histórias que de certo modo trouxeram algum sentimento. Abordarei assuntos dos mais diversos, entre eles, perfis de anônimos, crônicas, bastidores, canções, enfim, de tudo um pouco. Com um olhar critico e sem se deixar levar pela "grande onda", a intenção é despertá-lo para o debate e provar que a história tem o poder de transformar. 


domingo, 8 de janeiro de 2012

O encontro

Ao lado da janela, os primeiros acordes me remetem ao passado. A volta não requer bilhete, apenas permissão. Fecho os olhos. O refrão me leva adiante. Permaneço calado durante a viagem. Minutos depois, o encontro acontece. A respiração quebra o silêncio. O compasso se funde com as minhas batidas. Olhares se misturam. Cumplicidade. As marcas da vida traduzem a nossa ausência. O tempo é curto, não posso desperdiçá-lo. Tento correr, mas não dá para evitar. O rosto despede-se juntamente com as notas. A canção vai terminar. Tento fugir. O desespero surge. O som estridente da campainha avisa que a realidade está presente. Abro os olhos. Chegou a minha vez. O condutor, sem saber, edita mais uma vez a minha história. “Estação Paraíso”. Desligo o som. É hora de descer...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Um novo olhar

Em breve, o blog Crônicas Alexandrinas  vai mostrar um pedaço da história diária. Um jeito diferente de ver as coisas, um recorte no olhar. O responsável pela sugestão do título foi o amigo e mestre Jarbas Novelino. Confira!!!

Por Alexandre Ofélio

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Um dia encantado

Quando menos esperamos, lá vem ela de novo.
Chega sem pedir licença. Invade as nossas vidas.
Enfim, o dia mais esperado. Sábado?
Não. Falo do encanto da sexta-feira! Se tivéssemos que descrevê-la não precisaríamos muito esforço. A mudança é notória.


É só olhar pela janela e observar: as pessoas perambulam pelas ruas tão sorridentes que sequer percebem a realidade nua e crua. A ordem cronológica se perde em sua magia. De manhã, homens e mulheres já programam a noite. O aparelho celular não descansa um minuto. Ligações e mensagens se misturam com o ritmo frenético das conversas, onde, muitas vezes não escolhe hora ou lugar.


E os empecilhos? Fique tranquilo, pois só acontecem nos outros dias. Hoje, nada atrapalha, aliás, desta vez nem o barulho da obra intimidou o vizinho. Até o trânsito da metrópole calou-se para vê-la passar. Nas avenidas, buzinas soam como notas musicais. Os palavrões? Já não chamam tanto a atenção. É, a magia contagiou até a roupa da Dona Maria. Como ela está linda. Até o cabelo penteou.
Mas, tenho que ser sincero. Minha vontade era viver em outro mundo, com gênios, fadas e duendes. Assim, quem sabe, em uma garrafa qualquer conseguiria descobrir o enigma. E olha que o encanto não se restringe apenas aos adultos. É verdade, para você ter uma idéia, há um mês, uma criança pintou cada dia da semana com uma cor. Enquanto o vermelho preenchia o domingo; o cinza fixava a segunda, e assim por diante, a sexta-feira foi representada por todos os lápis do estojo. Enquanto pintava, o colorido da folha interagia com o sorriso do menino. O olhar compenetrado parecia feitiço. Magia ou coincidência?
Enfim, não temos como fugir à regra. O jeito é sair às ruas e enfrentá-la mais uma vez. Farei como a maioria das pessoas: vou tomar banho e colocar a melhor roupa. O celular já está comigo. Prometo não ficar nervoso, caso chegue atrasado ao trabalho. O café? Deixa pra lá, depois eu bebo. Na hora do almoço, nada de marmita ou lanche, apenas um bom restaurante. Ao ir embora, o happy hour traduzirá o balanço do dia. E, quando voltar para casa, o sorriso e o bom humor estarão presentes.

Hoje, o encanto é contínuo, ímpar. Temos que vivenciá-lo intensamente para crer, caso contrário, poderá ser tarde, pois amanhã começaremos tudo de novo, mas de um jeito diferente. É, quem me dera que todos os dias fossem sextas.

E lá vem ela de novo, sem pedir licença...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Surpresas...

Em certos momentos, a vida nos reserva surpresas que mudam o nosso dia. Elas aparecem para traduzir algum sentimento ou fortificar a nossa alma, seja por meio de uma palavra amiga, um abraço, um gesto ou até mesmo por um sorriso. Não temos como identificar o exato momento, mas a sensação é gratificante. Não tem preço. É ímpar. Única. Verdadeira. Intrínseca. Por mais que estejamos em situações desfavoráveis, elas têm o dom de alterar o nosso rumo. Nesta hora, não pensamos em outra coisa, apenas sentimos a energia em volta do nosso corpo. A valorização se faz presente. As lágrimas surgem sem pedir licença. O silêncio é o mestre da cerimônia. O coração bate mais forte. E como bate...

terça-feira, 8 de março de 2011

Alma pequena

Alguns caminhos nos levam
Para lugares estranhos, obscuros
E precisamos do amanhecer
Para poder entender
Se realmente valeu a pena
E que as lágrimas que caíram
Foram do encontro da cega razão
Com a forte e desvairada emoção
E navegar na imensa escuridão
Sem encontrar o porto solidão
É como atuar e não enxergar as cortinas
Nem pessoas, apenas cadeiras frias e vazias
Mas não me importo
O sol está para chegar
O tempo sabe dos meus dias
E por onde posso pisar
Se a flor não desabrochou
E o vento não apareceu para tocar
Rosas vermelhas com pétalas brancas
Surgirão para testemunhar
Que a verdade prevalece
E o amor fortalece a alma de um poeta

Enfim, formado!!!

Kátia Lemos e o melhor representante de classe: eu (rsrs)

Eu e o grande parceiro Marcos Forte

Patrick mostra o diploma

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O que fazer?

As aulas começam hoje e, por incrivel que pareça, bateu aquela sensação de: vou fazer o que? É, e eu reclamava dos trabalhos, reuniões, seminários, gravações, rádio, tv, cbn, estúdio, aula teórica, prática...

Os amigos? Cada um foi para um lado. As poucas conversas são virtuais e em tempo reduzido. Até o excesso de emails na minha caixa postal faz falta. É, o jeito é preencher esta lacuna com outras coisas...mas o que?

Para escrever neste blog o assunto também está disperso. A falta de concentração é clara. A inspiração não veio pela manhã. Paro por aqui e, quando tiver algo mais concreto, postarei novamente. Por enquanto, vou tentar achar alguma coisa. Mas o que?

sábado, 25 de setembro de 2010

Poema de um minuto

Passa e finge que não vê
Olho e não sei o que dizer
Mas imagino o que pensas
Passa de novo e não percebe
Que o sentimento está aqui
Amor é igual ao trem que peguei
Vai e não volta mais
Mas o pensamento ainda está vivo
Não agora neste momento
Grito por outra dose
E lá vai ela de novo
O balanço do cabelo traduz as palavras
Não deixa nada
Apenas leva parte minha
Minha alma sangra
Lágrimas se misturam
Já não sei o que bebo
Se e á dose de um João
Ou o amargo da solidão

sábado, 11 de setembro de 2010

Obrigado!!!

A gravação do programa Coletiva, apesar dos vários problemas que enfrentamos, serviu para mostrar que a UNIÃO ainda está presente. A força recebida pelos amigos do 4BCSNJO foi surpreendente. Queria agradecer a TODOS e, em especial: Naty, Katia Lemos, Sergio Sanches, Alan, Larissa Vasconcelos, Biaphra, ao nosso grupo, Rose Castro, Dr. Gustavo e ao nosso anjo.....Bianca. É isso aí, ontem, com o apoio de todos, arrasamos mais uma vez.

Montanha

sábado, 17 de julho de 2010

Sentidos



As coisas mudam conforme o tempo e a necessidade
As estações se movem e não percebo a sua presença
Enquanto a vida passa, os sonhos param
Por uns instantes, quero ouvir a sentença
Eles têm a missão de nos polir
Chegam sem pedir licença
Quero apenas correr e sentir o vento
Ter a liberdade de ir e vir
Mas, eu sei quem está ao meu lado
O coração nem sempre bate o mesmo compasso
Espero pelo dia melhor
E em segundos
Perco-me no espaço
Não quero mentir
Tampouco omitir
Apenas crescer
Ver o tempo fluir
E quem sabe assim
Na manhã de sol
Poder Sorrir

domingo, 6 de junho de 2010

Exaltasamba

O maior desafio do grupo Exaltasamba é de arrepiar. Estádio do Parque Antarctica. Os ingressos esgotados e uma multidão desesperada nas filas. São 13h e acabo de chegar ao hotel Plaza Inn.
Depois de conhecer o novo repertório e ver alguns videos com o Pinha, conversamos sobre o novo fenômeno da música: Grupo Exaltasamba. Qual o motivo desta nova etapa na carreira do grupo? Por que tanto sucesso? Qual a explicação? É, muitas coisas aconteceram!!!
Esta é a visão do quarto do Pinha. Da janela, dá para ter uma dimensão de como irá ser o maior show da carreira do Exaltasamba. Ao lado direito da imagem, o palco. "Aliás, é o mesmo do Aerosmith, só muda o cenário", diz Pinha.

Tentamos conversar com o Pericles, mas ele estava dormindo. Enquanto isso, o Thiaguinho estava fora de circulação. O celular e o ramal do quarto não deram sinais de vida. O Brilhantina? Rádio ligado, mas sem atendimento!!!

É isso aí.

domingo, 30 de maio de 2010

Livro-reportagem

O perfume das flores deixa a linha tênue mais próxima da verdade. Não sei o que fazer. Parte de mim quer entrar, a outra pede tempo. Olho ao redor e analiso cada pessoa. Percebo que o sorriso está longe da realidade. A cada passo, noto a diferença. O vento é forte e a tristeza toma conta do cenário. Já estou próximo do portão e o grito de despedida me encontra sem pedir licença. O choro traz lembranças que me atordoam. Respiro forte. Os passos traduzem os sentimentos e, sem perceberem a totalidade do clima, crianças correm de um lado para outro. Os carros entram e saem. As roupas são discretas. O preto sobressai entre as demais peças. Quase todos por aqui usam óculos. As lágrimas são inevitáveis. Preparo o meu gravador e o bloco de anotações. Este é o primeiro contato com o livro-reportagem “Eles ganham a vida com a morte”. Em breve!

sábado, 15 de maio de 2010

Encontrar...



Até quando vamos suportar a dor
Será que ninguém vai nos ouvir
Ainda estou preso nas montanhas
E daqui posso ver o amor

Eu sei que as flores estão vivas
O perfume traduz a beleza das pétalas
Os pássaros sabem que você está aqui
E eu só preciso lhe encontrar

As folhas estão para cair
O silêncio desperta a calmaria
O vento corta os meus caminhos
E no canto singelo das águas

Encanto-me com a alegria
Já não tenho mais forças para gritar
E enquanto as lágrimas lavam a alma
Eu lembro do último dia

Ah, se tu soubesses como dói
Não deixaria o sol me acordar
Continuaríamos o nosso sonho
E assim, quem sabe, poderíamos nos encontrar...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dias melhores

As coisas mudam conforme o tempo e a necessidade

As estações se movem e não percebo a sua presença

Enquanto a vida passa, os sonhos param

Por uns instantes, quero ouvir a sentença

Eles têm a missão de nos polir

Chegam sem pedir licença

Quero apenas correr e sentir o vento

Ter a liberdade de ir e vir

Mas, eu sei quem está ao meu lado

O coração nem sempre bate o mesmo compasso

Espero pelo dia melhor

E em segundos

Perco-me no espaço

Não quero mentir

Tampouco omitir

Apenas crescer

Ver o tempo fluir

E quem sabe assim

Na manhã de sol

Poder Sorrir

quinta-feira, 11 de março de 2010

Cade você?

Realmente, as coisas ficam piores a cada dia. Com o avanço da tecnologia e seus múltiplos instrumentos, a relação ficou para o segundo plano. Se a precisão for necessária, seremos amigos. Caso contrário, não.

Ontem, estávamos juntos. Hoje? Nem sei por onde andas. Parece estranho, mas será que a amizade é conforme a necessidade de ambos? Ainda acredito na força de duas pessoas e na sinceridade (será que estou enganado?).

Falo isso, ou melhor, escrevo, devido aquelas pessoas que passam em nossas vidas como um furacão. Na realidade, a "amizade" avassaladora foi por interesse. Enquanto servimos, somos lembrados e valorizados. Depois, cada um para o seu lado.

É, precisamos avaliar quem está ao nosso redor. Nem sempre somos recompensados. Mas fazer o que? Na minha opinião, devemos refletir! Assim, não correremos o risco de nos decepcionar.